Quando nos visita Saturno
A primeira vez que ele me visitou, não avisou. Chegou em 1996 mas ao meu grau 25º18' foi no dia 29 de Abril de 1998. Era quarta-feira. E não deixou pedra sobre pedra. Foi embora, provando o quão má aluna eu era. Distraída. Imatura. Impreparada. Insegura. Permissiva.
Eram quatorze e vinte e sete minutos. O Sol estava aos 8º29'minutos e 17'' de Áries. Nem sequer estava no meu inferno astral. Não tinha completado trinta anos. A Lua estava em Gémeos, como é a minha Lua Natal. Mercúrio andava atrás de Saturno, árido e seco. A Vénus só podia estar em Peixes, porque é onde a tens no teu mapa natal. Marte em Touro e eu juro que não compreendo, mesmo com o mapa defronte. Matéria, física quântica. Júpiter em Peixes, a expandir a incoerência do domicilio encontrado. Também Urano estava domiciliado. Em aquário, em conjunção, numa orbe larga, com o teu Sol. Neptuno também estava em Aquário, aos 2º, num sextil ao teu neptuno natal, em escorpião aos 1º25, encostado a Peixes, onde não há fronteiras mas haréns. E era tudo sheik e chã. De baunilha com hortelã. Plutão ainda estava em Sagitário, perto de alguns pontos e planetas pessoais teus. Tens lá Saturno. Foi Karma. Tens lá o nodo norte. Que é o fogo, o desejo de abrir portas invisíveis. Os nodos estavam no mesmo eixo atual. Em virgem, aos 8º36'. Lilith estava em Peixes e Chiron em Escorpião. As voltas que o mundo desenha, mesmo sem consultar a cartografia, afirmo que me comove o arquiteto, o escultor, o carpinteiro, o desertor. Laços karmicos e dívidas ancestrais. Chega ou queres mais? Ainda de roda de outro karma, mas é a mim que Saturno volta a encostar às boxes, no segundo retorno iniciado em Fevereiro.
Depois de ouvir a Lori e o Donny nos prognósticos tenebrosos de 2026, para Abril.
Depois de terem chegado notícias (boas e más) de amigos de longa data de há muitos anos atrás (Uranianos),
You've got the music in you.

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